A notícia recente de que a Ubisoft está propondo a demissão de aproximadamente 55 funcionários em seus estúdios suecos, Massive Entertainment e Ubisoft Stockholm, acende um alerta e gera preocupação na comunidade gamer e entre os desenvolvedores . Em um cenário onde a indústria de jogos passa por constantes transformações, essas reestruturações levantam questões importantes sobre o futuro da empresa e o impacto humano por trás dos grandes títulos que tanto amamos.

A Massive Entertainment é um estúdio de renome, conhecido por seu trabalho em jogos aclamados como Avatar: Frontiers of Pandora e a franquia The Division. A Ubisoft Stockholm também desempenha um papel crucial no ecossistema da Ubisoft. A proposta de reestruturação afeta diretamente esses talentosos profissionais, que são a força motriz por trás da criação de experiências imersivas e inovadoras. Projetos como The Division 3 e o suporte contínuo a The Division 2 estão em andamento, e a empresa afirma que a direção de longo prazo para os estúdios permanece inalterada .
O problema imediato é o impacto direto na vida de dezenas de indivíduos e suas famílias. Demissões, mesmo que em menor número comparado a outras ondas na indústria, geram incerteza, ansiedade e uma sensação de desvalorização. Para a Ubisoft, isso pode significar uma perda de talento valioso e um possível abalo na moral dos funcionários restantes. Além disso, a constante reestruturação pode levantar dúvidas sobre a estabilidade e a visão de longo prazo da empresa, afetando a percepção pública e a confiança dos investidores.
Esta não é a primeira vez que a Ubisoft passa por um período de reestruturação. Nos últimos anos, a empresa tem implementado uma série de mudanças, incluindo o fechamento de estúdios (como o de Halifax, que demitiu 71 desenvolvedores, alguns dias após a sindicalização dos funcionários ), e significativas reduções de pessoal em escritórios como os de Toronto e Montreal. Em 2025, a Ubisoft lançou um programa de licença voluntária, buscando reduzir o quadro de funcionários de forma menos traumática . A empresa também tem focado em suasprincipais franquias – Assassin’s Creed, projetos Tom Clancy e Star Wars – e em um modelo operacional menos centralizado, chegando a abrir uma nova subsidiária em parceria com a Tencent . Essas ações indicam uma busca contínua por eficiência e foco estratégico em um mercado cada vez mais competitivo.

A principal causa dessas demissões parece ser uma reestruturação organizacional contínua da Ubisoft. A empresa busca otimizar suas operações, concentrando-se em suas franquias mais fortes e em um modelo de desenvolvimento mais ágil. A Ubisoft afirma que essas mudanças são “prospectivas e estruturais”, não relacionadas ao desempenho individual dos funcionários ou à qualidade do trabalho entregue . A conclusão de um programa de licença voluntária em 2025 e a finalização de um roteiro de longo prazo também contribuíram para uma “visibilidade mais clara” sobre a estrutura e capacidade necessárias para sustentar o trabalho dos estúdios de forma sustentável . Em um cenário mais amplo, a indústria de jogos tem visto uma onda de demissões nos últimos anos, impulsionada por fatores como a saturação do mercado, a busca por maior lucratividade e a adaptação a novas realidades econômicas.
Opinião do Autor:
Para mitigar o impacto dessas reestruturações e garantir um futuro mais estável para seus funcionários e projetos, a Ubisoft poderia considerar algumas abordagens. Primeiramente, uma comunicação mais transparente e proativa com os funcionários e o público poderia ajudar a reduzir a ansiedade e a especulação. Além disso, investir em programas de requalificação e recolocação para os funcionários afetados demonstraria um compromisso com o bem-estar de sua equipe. A longo prazo, a empresa poderia explorar modelos de desenvolvimento mais flexíveis e diversificados, que dependam menos de grandes equipes e mais de colaborações estratégicas e inovação. A indústria como um todo também se beneficiaria de uma maior estabilidade e de práticas de emprego mais justas, talvez com o fortalecimento de sindicatos e a implementação de políticas de proteção aos trabalhadores.
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